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Diretor Clínico: Dr. Raul Eid Nakano - CRM 46.514

Jornal Cidade de Barueri

Congelamento de óvulos: uma nova forma de gerar uma vida

Para mulheres com dificuldades de engravidar, há uma nova técnica em Reprodução Assistida no mercado, o congelamento de óvulo, também chamado de vitrificação.
O congelamento consiste em preservar em nitrogênio líquido os óvulos usando uma técnica de esfriamento.
A técnica mais adequada é conhecida como vitrificação, pelo fato de não produzir cristais
de gelo no momento da solidificação em nitrogênio líquido, fazendo
a passagem ao estado sólido, chamado vítreo (glass-like).
Essa técnica era usada há décadas para conservar o sêmen e os embriões, mas havia resistência para os óvulos. Além disso, um estudo da Universidade McGill de Montreal, Canadá, publicado na revista Reproductive Biomedicine mostrou que o índice de crianças
geradas com algum tipo de defeito era de 2,5%, o mesmo percentual de crianças geradas em nascimentos naturais.

As mulheres que recorrem ao congelamento de óvulos tomam medicamentos para estimular a ovulação por alguns dias. Na sequência, os óvulos são aspirados a partir de uma punção, com ajuda de sedativos.
“Hoje acreditamos que praticamente não há diferença entre um óvulo congelado e um fresco. A qualidade é praticamente a mesma”, dia Raul Nakano, ginecologista e especialista em reprodução humana.
A técnica, pode-se dizer, é uma revolução para as mulheres. Diversos fatores podem dificultar a gravidez.
Em primeiro lugar, é uma saída para mulheres que, por quaisquer motivos, tiveram que retirar o ovário.
Além disso, a vitrificação de óvulos pode ser recomendada para mulheres que serão submetidas à quimioterapia e radioterapia, pois são tratamentos que podem afetar a capacidade reprodutiva.
Mas não é só para causas físicas que o congelamento de óvulos é eficaz. Atualmente, muitas mulheres querem retardar a gravidez. O auge da vida reprodutiva vai até os 30 anos, com limite de 35 anos.
Recomenda-se coletar os óvulos até essa idade, pois depois de um tempo a ovulação começa a cair, bem como a qualidade dos óvulos.
“Outra vantagem é que está técnica permite a criação de bancos de
óvulos, assim como já existem os de sêmen. Há pacientes que concordam
em doar óvulos para as mulheres que não os produzem”, diz o doutor Nakano,
que recomenda manter os óvulos congelados por até 10 anos. Pacientes solteiras que têm antecedentes familiares de menopausa precoce poderão utilizar a técnica de vitrificação
de óvulos para preservar sua fertilidade para o futuro Existe a possibilidade de a mulher
fazer o processo de fertilização com óvulos frescos e não engravidar.
Depende da qualidade dos óvulos, idade da pessoa, etc. “Se a mulher for jovem, a chance de obter êxito pode ultrapassar os 50%.

Se passar dos trinta anos, as probabilidades diminuem, entre 30% e 50%. A natureza oferece cerca de 20% de chance por ciclo.”
No método do congelamento, acredita-se que, a cada três tentativas, cerca de 80% das mulheres conseguem engravidar, por isso, muitas vezes, é necessária mais de uma tentativa.

Problemas éticos
O doutor Raul Nakano, formado pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto e com especialização na Kanazawa Medical University e Keio University, salienta que este método acaba com os problemas filosóficos, éticos e religiosos acerca do congelamento de embriões.
“Os óvulos são apenas células e o seu descarte não causa polêmica”.

*Dr. Raul Nakano é diretor da Ferticlin Clínica de Fertilidade.
email: ferticlin@ferticlin.com.br