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Diretor Clínico: Dr. Raul Eid Nakano - CRM 46.514

Hidrotubação

Hidrotubação

Definição de Hidrotubação

Hidrotubação consiste na aplicação de uma solução líquida através da vagina, que irá atuar no útero e no conduto tubário.

Podendo apresentar-se com diferentes tipos de composição química: desde a passagem de um simples soro fisiológico até outras possibilidades como: anti-inflamatórios, corantes (azul de metileno), soluções salinas, antibióticos, meios de cultura embrionários ou meios tamponados, podendo ser utilizados tanto para diagnóstico (cromotubagem intra laparoscópica) quanto para tratamento como para complementa-lo. (ex: pós cirurgia tubária).

Hidrotubação é uma alternativa barata de tratamento ginecológico para os casos de obstrução, aderência ou inflamação crônica tubária a partir do diagnóstico obtido através do exame radiográfico, chamado de Histerossalpingografia.

Hidrotubação é um método antigo que foi amplamente utilizado antes do advento da Fertilização In Vitro (FIV), mas atualmente com medicamentos mais modernos e potentes reaparece como uma alternativa (além de ser uma opção mais barata) no tratamento da infertilidade de causa tubária.

Histórico da Hidrotubação

Hidrotubação é uma técnica clássica que foi muito difundida e utilizada nas décadas de 60 e 70 quando ainda as técnicas de Fertilização in vitro não existiam ou mesmo quando as técnicas de Fertilização in vitro estavam “engatinhando” e não tinham resultados satisfatórios como nos dias de hoje.

A Hidrotubação foi amplamente usada no pós operatório na época em que as micro cirurgias tubárias eram frequentemente utilizadas tais como: Salpingoplastia, sapingostomia, salpingolise, ooforoplastia, oofolise, lise de aderências peri tubárias e pélvicas, amplamente indicadas.

Indicação da Hidrotubação

Hidrotubação é diagnóstica durante a laparoscopia (também conhecida como Cromotubagem) que tem como intenção diagnosticar a situação das trompas intra cirurgicamente.

Estuda-se o volume inicial necessário para vencer a resistência da cavidade uterina e cavidade tubária, que se inicia cerca de 3 ml após o início da infusão do líquido.

Estuda-se a Lateralidade, isto é, analisa-se qual a trompa que deixa transbordar primeiro o líquido com corante durante o exame com Laparoscopia Diagnóstica. Muitas vezes a passagem é simultânea, demonstrando bom nível pressórico na passagem.

Quando uma das trompas ou as duas trompas estão inflamadas ou bloqueadas por um processo inflamatório peri-tubário, o nível pressórico necessário para vencer a resistência da(s) trompa(s) pode estar aumentado.

Como foi comentado na introdução deste capítulo, foi muito utilizado como complementação das cirurgias tubárias para evitar a reobstrução das trompas aderidas/inflamadas no passado, ou mesmo como tratamento complementar pós cirurgias Vídeo-Laparoscópicas ou laparotômicas em pacientes mais jovens (menos de 30 anos) que realizaram:

  • Salpingoplastia (Recuperação e ou recolocação cirúrgica de trompa obstruída ou semi-obstruida liberando  as aderência);
  • Salpingostomia (Recuperação cirúrgica de trompa obstruída permitindo a reabertura do orifício tubário);
  • Salpingolise (Retirada de aderência tubária);
  • Ooforoplastia (Reconstituição e ou recolocação cirúrgica do ovário em sua topografia original com ou sem a retirada de aderência ovariana);
  • Fimbrioplastia ( reconstituição e ou recolocação cirúrgica da fimbria tubária com ou sem a retirada de aderência fimbrial e ou peri fimbrial);
  • Ooforolise (retirada de aderência ovariana e ou peri ovariana);
  • Lise de Aderência Peri-tubária ( Retirada de aderência peri tubária).

Tipos de Hidrotubação

O sucesso do tratamento de hidrotubação pode variar de acordo com o grau de comprometimento, dependendo do tipo de inflamação existente nas trompas, são três tipos de comprometimento e são divididas assim:

  • Aderência Tubário Reversível e Fugaz

Impede a gravidez, mas não chegou a lesar o epitélio interno das trompas.

Se desfaz com a pressão do contraste utilizado no exame de histerossalpingografia.

Isto explica os casos de gestações que acontecem nos meses logo após os exames e são considerados normais.

  • Aderência Tubária Reversível e Frouxa

Não se desfaz com a ação mecânica da pressão exercida no exame de histerossalpingografia, mas pode ser revertida com o uso da medicamentos contida na hidrotubação. O tecido inflamatório é frouxo permitindo a ação da medicação anti inflamatória.

Nestes caso pode haver dano de parte do epitélio no interior das trompas com possível comprometimento dos cílios internos, que são medicados para tentar recuperá-los , utilizando medicamentos para recuperação do estado de normalidade.

  • Aderência Tubária Firme ou Aderência Densa (Irreversível)

Ocorre como sequela de processo inflamatório que gerou tecido de reparação   denso, rico em fibrina e tecido conjuntivo denso.

Não é suscetível a ação da medicação anti-inflamatória, portanto nestes casos a hidrotubação se mostra ineficiente, sendo indicado então a Fertilização In Vitro.

Ocorre como sequela de processo inflamatório que gerou tecido de reparação denso, rico em fibrina e tecido conjuntivo denso.

Não é suscetível a ação da medicação anti-inflamatória, portanto nestes casos a hidrotubação se mostra ineficiente, sendo indicado então a Fertilização In Vitro